Desenhos animados como Peppa Pig ou Masha e o Urso captam a atenção das crianças com curiosidade ou bom humor. Lilly, figura adorada por muitas delas mundo afora, apostou na representatividade para conquistar um público específico.

Lilly não está na TV nem nas redes sociais. Atua em hospitais do Brasil, Europa e Oriente Médio educando crianças recém-diagnosticadas com leucemia sobre a jornada à frente, algo que ela também viveu.

Lilly é a guia do Polaris, ferramenta desenvolvida para ensinar sobre o câncer no sangue e facilitar a adesão ao tratamento, que pode chegar a três anos e ser desafiador nos primeiros meses.

Desenvolvida pela designer israelense Zohar Shalev, a ferramenta chegou ao Brasil em dezembro. Em poucos meses, o país se tornou o maior usuário do Polaris no mundo, com implementação em 41 unidades de saúde.

Uma delas é o Beneficência Portuguesa de São Paulo, na Bela Vista, onde Lilly e pequena Clara, 3, se conheceram em março após a menina receber o diagnóstico de leucemia.