Hoje, a imunoterapia é considerada o "quinto pilar" do tratamento do câncer. Central a essa mudança está o desenvolvimento da terapia com células T, conhecidas pela sigla CAR-T.

Há quase uma década, as primeiras terapias com células CAR-T mudaram completamente o prognóstico de pacientes com certos tipos de leucemia e linfoma que não respondiam mais a nenhum tratamento. Até então, esses casos eram considerados sem saída.

Números ilustram bem essa virada: antes do CAR-T, pacientes, por exemplo, com linfoma difuso de grandes células B refratário tinham, segundo o maior levantamento internacional já feito sobre o tema, uma taxa de resposta global de apenas 26%, com 7% de remissão completa e sobrevida mediana de seis meses.

Mudança de cenário

Depois da chegada da terapia CAR-T, esse cenário se inverteu. Estudo publicado este ano no periódico Blood Advances comprova resultados animadores. Em uma comparação direta entre pacientes tratados com CAR-T e um grupo histórico equivalente, a sobrevida global em três anos saltou de 10% para 59%. E a sobrevida livre de progressão, de 6% para 48%.