No empate por 1 a 1 entre Cruzeiro e Atlético-MG pela Copa do Brasil, a marcação individual do Atlético-MG foi marcante e eficiente, de Maycon sobre Matheus Pereira, Fred sobre Gerson e Bernard sobre Romero. Não se deve confundir essa marcação por todo o campo, que hoje é raramente usada, com a marcação individual sobre o jogador que ocupa o mesmo setor, como fizeram os laterais do Galo sobre os pontas do Cruzeiro.
A marcação individual por todo o campo, frequente no passado, deixava um zagueiro na sobra para fazer a cobertura dos outros defensores. Assim atuou a Itália contra o Brasil na final da Copa de 1970. Sabíamos disso e combinamos que, quando Jairzinho se deslocasse para o centro e fosse acompanhado pelo lateral, Carlos Alberto avançaria por esse espaço. E assim saiu o quarto gol do Brasil.
Combinamos também que eu atuaria entre os quatro defensores o zagueiro de sobra para evitar que ele saísse na cobertura dos outros defensores. Foi o que ocorreu no gol de Carlos Alberto e também no de Gerson, que, após ter driblado o seu marcador, finalizou livre na entrada da área.
A marcação individual por todo o campo em vários jogadores foi com o tempo abandonada por causa do enorme desgaste físico e porque, quando o marcador era driblado, abriam-se grandes espaços na defesa. No gol do Cruzeiro contra o Atlético-MG, Matheus Pereira se deslocou para a direita, levando seu marcador (Maycon), e, com belo toque, deixou Arroyo livre pelo centro para finalizar.







