Esqueça um evento corporativo padrão. Para chegar a este encontro que levanta vozes da Amazônia foi preciso pegar avião na madrugada, 4h de estrada e uma breve caminhada na cidade à beira de um vulcão ativo e inúmeras cachoeiras, na encosta da cordilheira dos Andes.

É numa igreja antiga, hoje sede da prefeitura de Baños de Agua Santa, no Equador, que acontece o TEDxAmazônia, organizado por brasileiros em parceria com o TEDxQuito.

No primeiro dos quatro dias de conferência, famosa pelos 15 minutos dedicados a falas de cada participante, cinco mulheres trataram de temas como ciência, direito e política de drogas na amazônia —assuntos além do óbvio para uma plateia de 300 pessoas acostumadas com os desafios do bioma.

A primeira a falar, após a abertura, foi a equatoriana Patricia Gualinga, juíza do Tribunal dos Direitos da Natureza.

"Em 2008, o Equador aprovou os direitos da natureza, com rios, por exemplo, passando a ser sujeitos de direito, traduzindo o pensamento indígena para o idioma legal", disse a integrante do Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Questões Indígenas.