O governo de Donald Trump propôs ceder, por meio de uma permuta, uma parcela de terra no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, para que uma incorporadora privada possa obter acesso ao parque, segundo autoridades federais e documentos analisados pelo New York Times.
O possível acordo alarmou ambientalistas e ex-dirigentes do Serviço Nacional de Parques, que afirmam que Yosemite, a joia da coroa do sistema de parques do país, deve permanecer livre de empreendimentos imobiliários.
A proposta, cujos detalhes foram divulgados inicialmente pelo veículo de notícias NOTUS, prevê a transferência de uma pequena parcela situada logo após o limite oeste de Yosemite para uma empresa controlada pela Kingsbarn Realty Capital, uma gestora de fundos de private equity imobiliário. A Kingsbarn pretende construir uma estrada e desenvolver duas propriedades de 161 mil m² cada, de sua titularidade, próximas ao parque, segundo documentos apresentados ao Congresso neste ano e analisados pelo New York Times.
Em troca, a empresa compraria terras de valor equivalente, nas proximidades de Yosemite ou em outro local da Califórnia, e as transferiria ao Serviço Nacional de Parques, mostram os documentos.
"Isso é tão absurdo que chega a dar náusea", disse Don Neubacher, ex-superintendente de Yosemite e atual integrante do conselho executivo da organização sem fins lucrativos Coalizão para Proteger os Parques Nacionais da América. Neubacher afirmou que uma proposta semelhante havia sido apresentada no início dos anos 2000. Ela foi rejeitada, primeiro pelo Serviço Nacional de Parques e, posteriormente, na Justiça.










