0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Colheita de soja no Oeste da Bahia - Fazenda Mingori, no município de Luiz Eduardo Magalhães (BA), na divisa com Tocantins. Teste da nova colheitadeira que faz um trabalho ininterrupto de oito horas. A colheitadeira despesa a soja num trator-reboque, otimizando a logística da ida e volta do caminhão. — Foto: Fabio Rossi / Agencia O Globo O PIB do segundo trimestre deste ano será divulgado pelo IBGE na próxima terça-feira. Os economistas projetam alta de 0,4%, mostrando desaceleração em relação ao primeiro trimestre, que registrou avanço de 1,1%. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, a estimativa é de crescimento de 1,8%. Surpresa do IPCA-15 muda projeções, mas incertezas ainda rondam a inflaçãoIGP-M tem deflação de 0,22%. Índice de preços ao produtor aponta o que vem pela frente. Confira Em seu relatório, o Bradesco considera que, pelo lado da oferta, o resultado deve ser sustentado pelo desempenho da indústria extrativa. Já pela ótica da demanda, o consumo das famílias deve crescer em ritmo mais lento do que no trimestre anterior. A 4intelligence considera que a perda de fôlego da atividade econômica no segundo trimestre "reflete mais claramente os efeitos da política monetária doméstica restritiva, elevado endividamento das famílias e empresas e inadimplência em alta, em um ambiente internacional desafiador, com guerras e forte volatilidade dos preços de petróleo e combustíveis". Pelo lado da oferta, a expectativa é de crescimento da agropecuária de 2,4% no ano e de 0,7% em relação aos primeiros três meses de 2026. O resultado seria impulsionado pela safra recorde de soja, pela primeira safra de milho e pela continuidade do bom desempenho da pecuária. A expectativa é de que o setor encerre 2026 com crescimento próximo a 2%. Para Andre Galhardo, economista da Análise Econômica, a perda de ritmo na passagem do primeiro para o segundo trimestre reflete, em parte, uma dinâmica sazonal observada nos últimos anos e poderá se estender aos outros dois trimestres, com resultados mais modestos e possibilidade de contração em pelo menos uma das duas leituras restantes do ano. Ainda assim, mantém a projeção de crescimento de aproximadamente 1,9% para a economia brasileira em 2026. Em seu relatório, o Itaú projeta alta de 0,5% em relação ao trimestre anterior, e 2% na comparação anual. E detalhou os números: Pela ótica da oferta, o principal destaque deve ser a indústria, com crescimento estimado de 2,5% na comparação anual, acelerando ante a alta de 1,6% registrada no trimestre anterior. Para o setor de serviços, o banco projeta expansão de 1,9%, próxima dos 2,1% registrados no primeiro trimestre. Já a agropecuária deve avançar 2,3%, após alta de 0,7% no trimestre anterior. Pelo lado da demanda, o Itaú espera desaceleração do consumo das famílias, para 1,4% na comparação anual, ante 1,7% no primeiro trimestre. Os investimentos devem ficar praticamente estáveis, com variação de −0,1%, ante queda de 1,4% no trimestre anterior.