A estatal ainda está buscando atualmente R$ 7 bilhões com credores privados, como parte da estratégia para reverter os resultados negativos dos últimos anos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 No primeiro trimestre deste ano, os Correios registraram um rombo de R$ 3,1 bilhões, depois de um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 — Foto: Marina Calderon/Agência O Globo A projeto de lei orçamentária anual (Ploa) de 2027 vai prever um aporte federal de R$ 6 bilhões nos Correios, estatal que passa por uma crise financeira. A capitalização consta do contrato firmado pela estatal com um grupo de bancos no fim do ano passado no âmbito da concessão do empréstimo de R$ 12 bilhões e deve ser realizado até o fim do ano que vem. A equipe econômica discutia se faria esse aporte neste ano ou no próximo. A decisão tomada foi de deixar para 2027. Até o momento, nenhum valor foi repassado à empresa pela União. A capitalização de empresas estatais representa uma despesa discricionária e tem de ser contabilizada dentro do limite de gastos do arcabouço fiscal. A estatal está buscando atualmente R$ 7 bilhões com credores privados, como parte da estratégia para reverter os resultados negativos dos últimos anos. Os Correios fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, o pior resultado da história, e o rombo deve chegar à casa de R$ 10 bilhões este ano. No primeiro trimestre de 2026, o déficit foi de R$ 3,1 bilhões. Para tentar sair do buraco, a empresa está em meio a um processo de reestruturação, com medidas de corte de gastos e aumento de receitas. Neste mês, foi aberto novo Programa de Demissão Voluntária (PDV) mirando 7 mil funcionários, após a primeira iniciativa deste ano ficar abaixo da meta.