Ex-governador foi alvo de liminar proferida pela Justiça Eleitoral nesta quinta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Anthony Garotinho em coletiva de imprensa nesta sexta-feira — Foto: Luis Felipe Azevedo O candidato ao governo do Rio Anthony Garotinho (Republicanos) criticou nesta sexta-feira a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) que limitou a atuação de sua campanha. O ex-ocupante do Palácio Guanabara afirma que a medida é consequência do “apodrecimento das instituições”. Na quinta-feira, o TRE-RJ decidiu, em caráter liminar, suspender os repasses do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha à candidatura do ex-governador. A decisão também impede, por ora, sua participação em debates de rádio e televisão e o uso do horário eleitoral gratuito. — O Rio hoje tem instituições apodrecidas. Problemas seríssimos envolvendo corrupção, polícia. Quando aparece um candidato que quer enfrentar essa situação, querem tirar da disputa — disse Garotinho durante coletiva de imprensa no Centro do Rio. A ação foi movida pela coligação do ex-prefeito Eduardo Paes, que pediu, em tutela de urgência, a suspensão dos recursos e a retirada de Garotinho dos debates e da propaganda eleitoral. Relator do caso, o desembargador Bruno Bodart votou pelo acolhimento do pedido, incluindo a devolução de valores já repassados enquanto a candidatura não for julgada de forma definitiva. O voto foi acompanhado por unanimidade pelos demais integrantes da corte. Garotinho reafirmou que a campanha permanecerá nas ruas: — Minha campanha vai prosseguir normalmente. Toda agenda será feita. Tenho certeza que os tribunais superiores não vão referendar essa decisão. Existe um entendimento de que Garotinho estaria inelegível por oito anos em razão de uma condenação por improbidade administrativa que transitou em julgado em 2025. O caso remonta ao governo de sua esposa, Rosinha Garotinho, entre 2003 e 2007, período em que ele era secretário estadual. A defesa do ex-governador sustenta, porém, que o prazo da inelegibilidade começou a contar em 2018, quando houve condenação em segunda instância. Por esse entendimento, a punição já teria se esgotado e não impediria sua participação nas eleições. O TRE-RJ ainda não deliberou acerca da elegibilidade de Garotinho em si. Isso deve ocorrer em breve, quando o tribunal se debruçar sobre o registro de candidatura do ex-governador. Crítica a oponentes Durante a coletiva de imprensa, Garotinho criticou tanto Eduardo Paes quanto Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio. Ambos também são candidatos ao governo do Rio: — Se chamar de Eduardo Ruas ou Douglas Paes, para eles tanto faz. São todos iguais. A estrutura corrupta e viciada que funcionou no governo Castro vai continuar tanto com Ruas quanto com Paes.
Garotinho reage a decisão do TRE-RJ que bloqueou fundão e horário eleitoral e fala em 'instituições apodrecidas'
Ex-governador foi alvo de liminar proferida pela Justiça Eleitoral nesta quinta-feira







