O julgamento que irá discutir haver ou não vínculo empregatício entre motoristas e entregadores e as plataformas digitais para quais prestam serviços passou por adiamentos em série nos últimos dois meses.

Marcada inicialmente para o dia 24 de junho, a discussão foi retirada e inserida na pauta inúmeras vezes — e pode ser que fique pendente de decisão ainda neste ano.

Segundo apurou a reportagem, o motivo do adiamento é a ausência de um consenso sobre o assunto. O tema é considerado relevante para os ministros e a intenção é que a decisão seja da Corte e não de um relator ou de um grupo de ministros. Mas, para isso, é preciso antes construir uma tese comum.

No atual cenário, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes têm uma postura mais flexível sobre o tema e entendem que não deve haver reconhecimento de vínculo trabalhista neste caso.

Por outro lado, Edson Fachin, Flávio Dino e Cármen Lúcia defendem o reconhecimento das garantias previstas na Consolidação das Leis do Trabalho para esses trabalhadores.