Há alguns anos, fui contratada para fazer uma pesquisa em arquivos diplomáticos dos anos 1960.
No meio de milhares de memorandos sobre as relações entre o Brasil e os Estados Unidos, encontrei comentários inusitados de oficiais americanos sobre seus pares brasileiros: "Está ficando careca", "Tem um carro muito velho", "Conta piadas de mau gosto", "Gosta de ver novela com a mulher".
Passei a fazer duas pesquisas: a encomendada e uma outra sobre fofocas velhas da diplomacia.
Numa época pré-internet, quando não era fácil obter fotografias, as descrições físicas tinham destaque nos relatórios.
"Baixo, roliço, calvo e de óculos, o embaixador não tem um aspecto particularmente agradável. Em contraste, sua esposa é atraente, grande e de aparência germânica", dizia um memorando.








