Sem dessazonalização, concessões totais caíram 1,6% no mês e somaram R$ 736,8 bilhões, segundo a autoridade monetária 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O saldo das operações de crédito do sistema financeiro aumentou 0,3% em julho, para R$ 7,372 trilhões, conforme divulgado nesta sexta-feira (28) pelo Banco Central (BC). Em 12 meses, houve alta de 9,5%. O saldo total do crédito livre recuou 0,1% em julho, para R$ 4,151 trilhões, mas teve expansão de 7% em 12 meses. Já o crédito direcionado subiu 0,8% no mês, para R$ 3,221 trilhões, uma alta de 12,8% em 12 meses. O saldo total de crédito para as famílias aumentou 0,8% em julho, chegando a R$ 4,641 trilhões, com elevação de 10,8% em 12 meses. Para as empresas, houve queda de 0,7% no mês e aumento de 7,4% em 12 meses, para R$ 2,731 trilhões. O BC mostrou ainda que o volume de novos empréstimos e financiamentos ficou estável em julho, perante o mês anterior, na série dessazonalizada, que retira peculiaridades de um determinado período, como número de dias úteis a mais ou a menos. O volume ficou em R$ 731 bilhões. Para as pessoas físicas, houve crescimento de 0,3%, na mesma base de comparação, para R$ 390,5 bilhões; para as pessoas jurídicas, foi registrada baixa de 0,3%, para R$ 336,7 bilhões. No crédito livre total, as concessões com ajuste sazonal avançaram 0,6%, para R$ 653,6 bilhões, em julho. No crédito direcionado, reduziram 0,8%, ficano em R$ 78,8 bilhões. As concessões totais, sem a dessazonalização, caíram 1,6% no mês e somaram R$ 736,8 bilhões. Para clientes corporativos os novos empréstimos caíram 8,9% contra o mês anterior, totalizando R$ 330,4 bilhões. Para as famílias, o sistema financeiro concedeu R$ 406,4 bilhões em novos empréstimos e financiamentos, alta de 5,3% em relação a junho. As concessões com recursos livres, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e clientes, recuaram 1,9% para R$ 656,1 bilhões. Já as operações com recursos direcionados, que são regulamentadas pelo governo ou vinculadas a recursos orçamentários, avançaram 1% para R$ 80,7 bilhões. Juro médio A taxa de juros média anual cobrada pelo sistema financeiro nas operações de crédito diminuiu 1,2 ponto percentual, para 32,1% ao ano em julho, em relação a junho. Em 12 meses, houve avanço de 0,3 ponto percentual. A taxa cobrada das pessoas jurídicas, por sua vez, avançou 0,3 ponto, para 21% ao ano. Para as pessoas físicas, a taxa caiu 2 pontos, se situando em 37,4% ao ano. Nos recursos livres, a taxa média passou de 35,4% para 33,8% entre junho e julho. No caso dos recursos direcionados, houve avanço de 0,3% para 4,3% entre os dois meses. Já o spread, que mede a diferença entre as taxas que os bancos cobram nos empréstimos e o custo de captação desses recursos, foi de 21,8 pontos em junho para 20,9 pontos percentuais em julho. Nas operações de crédito com pessoas físicas, o spread ficou em 26,6 pontos percentuais, abaixo dos 28,5 pontos percentuais de junho. No crédito às empresas, ficou em 8,9 pontos em julho, contra 8 pontos no mês anterior. — Foto: José Cruz/Agência Brasil