0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pesquisadores avaliam corais no Sergipe — Foto: Julio Soares/ FAPESE O BNDES anuncia daqui a pouco a aprovação de R$ 24,95 milhões para dois novos projetos que vão ampliar ações de conservação, monitoramento e restauração de ambientes de corais da costa brasileira. O anúncio será feito durante o 9º Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2026), em Vitória (ES). As iniciativas serão executadas pela Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST), fundação de apoio ao ICMBio, e pelo WWF Brasil. Juntos, os projetos somam R$ 50,87 milhões em investimentos e terão ações em nove estados, do Maranhão ao Espírito Santo. Os recursos do BNDES para as duas operações são provenientes do Fundo Socioambiental e têm caráter não reembolsável. Os projetos têm prazo previsto de execução de 36 meses. Os recifes de coral abrigam mais de 25% da vida marinha e, além da proteção da costa e da manutenção da biodiversidade e da segurança alimentar, geram renda para comunidades ligadas à pesca e ao turismo. Estão entre os ecossistemas mais vulneráveis às mudanças climáticas e a outras pressões, como poluição, ocupação desordenada da zona costeira, sobrepesca e turismo predatório. Os recifes vêm registrando redução da cobertura coralínea e episódios de branqueamento associados ao aumento da temperatura dos oceanos. O projeto “De Manuel Luís a Trindade”, da FEST, terá atuação no Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Espírito Santo, com ações de mapeamento e monitoramento de ambientes recifais, conservação da biodiversidade, manejo de espécies invasoras e turismo de base comunitária. O projeto está ancorado no Plano de Ação Nacional para Conservação dos Ambientes Coralíneos (PAN Corais) e marca a conclusão das aprovações do primeiro ciclo da Chamada BNDES Corais. Já o projeto “A Virada dos Recifes de Coral – Traçando um Novo Rumo para a Conservação dos Corais no Brasil”, do WWF Brasil/Fundação Grupo Boticário, concentrará sua atuação em regiões de Pernambuco (Tamandaré), Bahia (Salvador e Abrolhos Terra e Mar) e Ceará (Fortaleza). Em Alagoas, o projeto prevê Maragogi como uma das regiões que permitirão a continuidade e o aprofundamento de estudos de reprodução e genética. O conjunto das duas operações alcançará áreas como o Parcel Manuel Luís, no Maranhão; Jericoacoara, no Ceará; Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte; Barra do Rio Mamanguape, na Paraíba; Fernando de Noronha e Tamandaré, em Pernambuco; Costa dos Corais, entre Pernambuco e Alagoas; Abrolhos e outros territórios do sul da Bahia; Salvador; Ilha de Itaparica; e a Cadeia Vitória-Trindade e o Arquipélago de Trindade e Martim Vaz, no Espírito Santo. — Os recifes de coral têm papel importante na conservação da biodiversidade marinha, na proteção da costa e nas atividades econômicas de comunidades que vivem nesses territórios. Os dois projetos combinam produção de conhecimento, monitoramento e restauração com ações voltadas ao uso sustentável desses ecossistemas. São iniciativas complementares, em diferentes pontos da costa, que permitem ampliar a capacidade de conservação dos corais brasileiros — afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota enviada para o blog. Os projetos foram selecionados na chamada pública BNDES Corais, criada para fortalecer a resiliência, reduzir perdas e promover a recuperação de corais rasos e bancos de corais ao longo de cerca de 3 mil quilômetros da costa brasileira, entre o Maranhão e o Espírito Santo. Com as duas novas operações, a iniciativa passa a reunir sete projetos aprovados, que somam cerca de R$ 108,5 milhões em investimentos, dos quais aproximadamente R$ 53,7 milhões correspondem a recursos do BNDES e R$ 54,9 milhões a contrapartidas dos parceiros.