Um enxame de baratas gigantes pode parecer coisa de pesadelo. Mas cientistas afirmam que esses insetos poderão, um dia, ser utilizados por equipes de busca e salvamento para transportar medicamentos após desastres.

Pesquisadores das universidades de Queensland e de Nova Gales do Sul, na Austrália, desenvolveram baratas ciborgues paramédicas. Apelidadas de "paraborgs", elas são equipadas com dispositivos de injeção em miniatura e câmeras.

A ideia é que os insetos possam ajudar a manter vivas vítimas de terremotos e desabamentos, prestando assistência médica básica em espaços estreitos e cheios de escombros antes da chegada de equipes de resgate.

"Muitas pessoas podem não gostar de ver uma barata gigante correndo em sua direção, mas, se você estiver preso sob escombros ou em uma caverna e precisar de ajuda, ela poderá fazer uma diferença decisiva entre a vida e a morte", afirmou Hai Nhan Le, doutorando e coautor do estudo publicado no dia 5 deste mês na revista Advanced Science.

Os autores do estudo equiparam exemplares de Macropanesthia rhinoceros —a espécie de barata mais pesada do mundo, que pode medir até 8,5 centímetros— com mochilas contendo cilindros de seringa e câmeras.