Pode soar como uma piada de mau gosto, mas a verdade é que, algum dia, poderemos contar com a ajuda das baratas após uma catástrofe.
Imagine esse inseto, símbolo da sobrevivência em condições extremas, abrindo caminho entre escombros, equipado com um traje de mergulho.
Foi exatamente isso que uma equipe da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU), em Singapura, em parceria com a Universidade Waseda, em Tóquio, desenvolveu: um sistema capaz de transformar baratas em ciborgues anfíbios, aptos a se locomover e respirar debaixo d'água.
Por mais extravagantes que pareçam, os insetos ciborgues não são novidade. Há mais de uma década, cientistas anestesiam insetos, implantam eletrodos em seus cérebros e órgãos sensoriais e depois os controlam remotamente por meio de um dispositivo simples.
Eles contam com a vantagem, em relação aos robôs normais, de aproveitarem a própria musculatura do animal, explica a NTU Singapura. Acabam consumindo muito menos energia e não precisam de motores para se deslocar. Além disso, mantêm certa autonomia: recebem impulsos apenas quando saem da rota ou param de se mover, o que lhes permite desviar naturalmente de obstáculos.









