Eleições 2026
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) quer transformar a ciência em uma política de Estado e estabelecer uma trajetória de aumento dos investimentos até alcançar, em 2034, 2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento. A proposta faz parte de uma agenda com 117 reivindicações elaboradas pela comunidade científica para as eleições de 2026 e levadas aos candidatos por meio do Observatório das Eleições 2026.
Lançado em 17 de agosto, o observatório permite que candidatos a presidente, governador, senador e deputado assinem um Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional. Até esta quinta-feira 27, 72 candidaturas haviam aderido, segundo a plataforma da entidade. O presidente Lula (PT) era, até a publicação deste texto, o único candidato à Presidência a ter assinado o compromisso. Também estão na lista nomes como Eduardo Braga (MDB-AM), Paulo Pimenta (PT-RS), Nisia Trindade (PT-RJ), Ricardo Galvão (PSB-SP), Maria do Rosário (PT-RS), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Jonas Donizette (PSB-SP), Zé Dirceu (PT-SP) e Luiza Erundina (PSOL-SP), entre outros.
A agenda foi construída a partir de seis meses de debates promovidos pela SBPC e se divide em sete eixos, que incluem financiamento da ciência; soberania digital, tecnológica e sanitária; clima e biodiversidade; democracia e segurança pública; desigualdade; educação e universidades; e saúde pública. A entidade afirma não se tratar de uma pauta corporativa dos pesquisadores, mas de um conjunto de propostas para políticas públicas nacionais.









