Ele é servido em baldes de papel nos subúrbios americanos, em tigelas de arroz nos shoppings chineses, em lojas de shawarma no Golfo, restaurantes de frango peri-peri no Reino Unido, biryanis na Índia e sanduíches de supermercado pelo mundo. Pode ser frito, assado, grelhado, desfiado, cozido, moído, transformado em nuggets ou reconstituído em algo que só remotamente se parece com uma ave.

Poucos alimentos circulam tão facilmente pela economia moderna quanto o frango.

Uma carne que durante boa parte do século 20 era cara e consumida por uma minoria tornou-se, no século 21, a proteína preferida do mundo —e sua ascensão está acelerando. O crescimento global da produção se intensificou nos últimos três a quatro anos, afirma Nan-Dirk Mulder, especialista global em avicultura do Rabobank. O número de frangos produzidos no mundo passou de 48,3 bilhões em 2006 para 76,2 bilhões em 2023.Esse aumento transformou paisagens rurais e ruas comerciais. Mais frango significa mais galpões, incubatórios, fábricas de ração, linhas de abate e caminhões refrigerados, mas também maior acesso a uma proteína barata. De Londres a Lagos e de Riad a Manila, lojas de frango frito e cardápios de fast-food com forte presença de aves se tornaram parte da economia alimentar cotidiana.