Em nota conjunta com o PSDB, partido disse que o deputado federal poderá ajudar na resolução do 'problema da dívida' do estado por ter 'articulação em Brasília' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aécio Neves critica gestão de Zema em propaganda eleitoral do PSDB em MG — Foto: Reprodução/Redes sociais O PDT informou nesta quinta-feira que irá abrir mão da candidatura ao Senado em Minas Gerais para articular a entrada do deputado Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, na chapa do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kallil (PDT). O anúncio tira da disputa Marcelo Heringer, até então candidato ao Senado e irmão do presidente do diretório do PDT em Minas, o deputado Mário Heringer. Aécio, no entanto, havia decidido que não concorreria a um cargo eletivo neste ano, pela primeira vez interrompendo uma sequência de 40 anos de candidaturas e mandatos consecutivos. Com qual candidato ao governo do Rio você mais se identifica? Faça o teste do GLOBO e descubraCom qual candidato a presidente você mais se identifica? Faça o teste do GLOBO e descubra Em nota conjunta publicada pela federação PSDB-Cidadania e pelo PDT, ambos os partidos dizem que receberam nos últimos dias "manifestações de correligionários, prefeitos, vereadores, deputados, militantes e lideranças de Minas" pedindo para Aécio "rever sua decisão e aceitar disputar novamente uma cadeira no Senado pelo estado". "Esse movimento traduz uma preocupação legítima com o futuro de Minas", diz o comunicado. O texto também coloca o parlamentar como alguém "com experiência, articulação e força política em Brasília" para resolver "o problema da dívida" do estado. "Aécio, escute esse chamado. Minas precisa de você no Senado", encerra a nota. Em Minas, o PSDB também indicou o vice de Kalil, o ex-deputado federal Carlos Mosconi. A chapa também foi oficializada com a indicação de Marcelo Heringer, que agora deverá abrir mão do lugar para Aécio. O prazo fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro de candidatura se encerrou no último dia 15, mas uma brecha na legislação permite que os partidos e coligações substituam candidatos que renunciaram até 20 dias antes da eleição. Antes disso, o candidato que abrirá mão da vaga na chapa deverá enviar um pedido de renúncia ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado, que analisará a solicitação. A troca só poderá acontecer após a Corte homologar a decisão. Federado com o PSDB nacionalmente, o Cidadania, no entanto, anunciou que apoiará a reeleição do atual governador, Mateus Simões (PSD), escolhido como sucessor de Romeu Zema (Novo). "A decisão nasce de uma reflexão sobre o momento do Estado e sobre o perfil de liderança que Minas precisa para enfrentar os desafios dos próximos anos, considerando toda experiência e conhecimento que Mateus tem sobre Minas e seus desafios e potencialidades", disse em uma publicação nas redes sociais João Marcelo Dieguez, presidente do diretório estadual do partido. No estado, Simões disputa os votos da direita com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas, e com o empresário Flávio Roscoe (PL), apoiado pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Já no campo da centro-esquerda, concorrem Kalili, o deputado federal Patrus Ananias (PT), apoiado pelo presidente Lula, e o ex-presidente da Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB).