Mineiro também justificou a presença do PSDB em sua aliança e o apoio da chapa à candidatura de Aécio Neves ao Senado, apesar dos ataques que fez ao deputado no passado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte — Foto: Divulgação Alexandre Kalil (PDT), candidato ao governo de Minas Gerais, afirmou na sabatina da UOL/Folha que nunca rompeu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Kalil também justificou a presença do PSDB em sua aliança e o apoio da chapa à candidatura de Aécio Neves ao Senado, apesar dos ataques que fez ao deputado no passado. Segundo Kalil, a suposta desavença com Lula teria sido criada por terceiros. Ele disse que o presidente havia prometido, durante a campanha de 2022, trabalhar para superar a polarização política no país. O candidato do PDT afirmou que apenas optou por não fazer uma composição eleitoral com o PT, o que, em sua avaliação, não pode ser interpretado como uma briga. "Nunca briguei, desrespeitei e critiquei o presidente Lula", declarou. Sobre a eleição presidencial, Kalil preferiu não revelar qual candidato pretende apoiar. Disse considerar inadequado expor seu voto por estar concorrendo ao governo de Minas e ressaltou que "o voto é secreto". O ex-prefeito de Belo Horizonte contou, porém, que votou em Lula pela primeira vez em 2022. Antes disso, em 2015, havia escolhido Aécio. Ao falar sobre o deputado tucano, Kalil afirmou que não guarda ressentimentos. Ele reconheceu as críticas que fez contra Aécio durante a disputa pela prefeitura de Belo Horizonte, período em que, segundo seu relato, acreditava que o então adversário tentava tirá-lo do cargo. "Eu estava com uma raiva louca", afirmou. Agora, Kalil disse que o PSDB foi o primeiro partido a integrar sua aliança e que não impôs exigências, além de reivindicar uma vaga para o Senado. Aécio, entretanto, anunciou no início de agosto que não disputará a eleição deste ano. Kalil também descartou a possibilidade de rever o contrato de privatização da Copasa caso seja eleito. Entre os motivos citados está a preocupação com a insegurança jurídica. O candidato questionou, ao mesmo tempo, a própria necessidade de privatizar a companhia de saneamento, lembrando que a empresa já repassava milhões de reais anualmente aos cofres estaduais. Em relação à Cemig, a posição apresentada foi diferente. Kalil afirmou que não permitirá a privatização da companhia de energia durante um eventual governo. A venda da estatal é defendida pelo ex-governador Romeu Zema. "Querem privatizar a Cemig, que dá um cheque anual de R$ 4 bilhões", disse o candidato. Kalil também criticou a administração de Zema ao citar os recursos pagos pela Vale após a tragédia de Brumadinho, em janeiro de 2019. Para ele, o governo mineiro teria passado anos dependendo dos recursos extraordinários relacionados ao desastre. O candidato afirmou que o estado obteve uma suspensão do pagamento da dívida e, posteriormente, utilizou os valores recebidos da mineradora como parte de seu orçamento. O ex-prefeito ainda atacou o comportamento público de Zema e afirmou que o ex-governador teria deixado de lado a "liturgia do cargo". Como exemplo, mencionou um vídeo publicado nas redes sociais em que Zema aparece comendo uma banana com casca. Para Kalil, atitudes desse tipo acabam desrespeitando tanto a posição ocupada pelo político quanto os mineiros. Questionado sobre Cleitinho (Republicanos), outro concorrente ao governo mineiro, Kalil adotou um tom mais elogioso, embora tenha deixado claro que não votaria nele em um eventual segundo turno. A principal diferença entre os dois, segundo o candidato do PDT, seria a experiência administrativa. "O que tenho de diferente do Cleitinho é que eu governei", afirmou. Kalil também disse se distinguir de outros políticos que, segundo ele, procuraram desqualificar Cleitinho. O senador republicano lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas e teve sua candidatura confirmada na semana anterior, depois de um período de incertezas envolvendo sua permanência no Republicanos. Em determinado momento, o partido chegou a anunciar que não lançaria o senador à disputa.
Kalil diz que é 'invenção' briga com Lula: 'Só não quis compor com o PT'
Mineiro também justificou a presença do PSDB em sua aliança e o apoio da chapa à candidatura de Aécio Neves ao Senado, apesar dos ataques que fez ao deputado no passado








