Bloco partidário foi na contramão da decisão individual do Psol, que indicou a ex-deputada Áurea Carolina para o Senado para a chapa encabeçada pelo PT no estado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Patrus Ananias e Alexandre Kalil — Foto: Câmara dos Deputados e Divulgação A federação Rede-Psol declarou apoio à candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas Gerais, contrariando a decisão individual do diretório estadual do Psol, que fechou uma aliança com o PT no estado. A sigla formalizou na semana passada a indicação da ex-deputada federal Áurea Carolina (Psol) para o Senado na chapa majoritária encabeçada pelo deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), que representará o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. Por quatro votos a três, no entanto, a federação decidiu ontem fechar o apoio a Kalil, em função da preferência manifestada pela Rede, que tem maioria no bloco partidário. Em nota, o comando da federação justificou a decisão ao considerar que o ex-prefeito tem "capacidade de construir uma candidatura competitiva e dialogar com setores da esquerda e do centro democrático". O comunicado também informa que o Psol terá "liberdade para manifestar apoio informal a Patrus". Ao GLOBO, no entanto, a presidente do diretório estadual do partido, a vereadora de Belo Horizonte Izabella Lourença (Psol-MG), relatou que acionou o comando nacional da federação para reverter a decisão. Kalill, por sua vez, afirmou em nota que "quer a Rede" em sua campanha, mas disse que "o Psol não é bem-vindo". O ex-prefeito chegou a ser cotado pelo PT como opção de palanque para Lula no estado, mas resistiu à possibilidade após os desgastes gerados na relação entre os dois durante a campanha de 2022. Na época, Kalil aceitou uma aliança com o petista, mas perdeu para Romeu Zema (Novo) e atribuiu a derrota a uma falta de empenho do presidente na sua campanha. Na eleição deste ano, ele optou por uma aliança com o PSDB, comandado por Aécio Neves, adversário histórico de Lula e da esquerda no estado. Os tucanos indicaram para a vice na chapa majoritária o ex-deputado federal Carlos Mosconi (PSDB-MG). Já Patrus Ananias aceitou concorrer ao governo do estado após uma sequência de negativas recebidas pelo PT no estado. Entre os que disseram "não" ao partido, estiveram o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que decidiu ficar fora das urnas e encerrar sua carreira política neste ano, e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT-MG), que optou por manter a candidatura ao Senado.