Dirigente pedetista também disse que atuou para construção de arranjo com os petistas em Minas, mas relatou que a aliança deverá ficar somente para o segundo turno 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente nacional do PT, Carlos Lupi, e ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo e Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 16:48 Carlos Lupi critica ausência de Kalil em convenção do PDT pró-Lula Carlos Lupi, presidente do PDT, classificou como "descortesia" a ausência de Alexandre Kalil na convenção nacional do partido em apoio à reeleição de Lula. Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, resiste a aliar-se ao PT em Minas Gerais. Lupi destacou que a aliança pode ocorrer no segundo turno, apesar das dificuldades iniciais. Kalil, ressentido pela preferência de Lula por Rodrigo Pacheco, reafirma sua candidatura ao governo mineiro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, criticou a ausência de Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo de Minas Gerais, na convenção nacional do partido, realizada em Brasília (DF) na última segunda-feira. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o apoio oficial da legenda para a sua campanha de reeleição. No evento, estiveram presentes todos os pré-candidatos ao governo, com a exceção de Kalil, que tem resistido à possibilidade de estar no mesmo palanque do PT tanto nacionalmente quanto em Minas. — Ele [Kallil] me ligou antes dizendo que não poderia ir. Realmente, acho que é um ato de descortesia com o partido, inclusive porque ele é membro do diretório nacional, mas ele está nesse momento de incompreensão. Não quer fazer campanha para ninguém — disse Lupi, em entrevista ao SBT News exibida nesta quinta-feira. Na entrevista, o dirigente pedetista também afirmou que o ex-prefeito ficou "muito machucado" com a preferência demonstrada por Lula por uma candidatura ao governo mineiro do senador Rodrigo Pacheco (PSB). O parlamentar, no entanto, negou o convite feito pelo presidente e tem dito que encerrará seu ciclo na política neste ano. Já Kalil tem reafirmado que se manterá como postulante ao governo e negado as tentativas de aproximação feitas por petistas, que escolheram na semana passada o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) como o responsável por encabeçar a chapa no estado. Por trás da insatisfação de Kalil, há o distanciamento do ex-prefeito de Lula desde a sua derrota na corrida estadual de 2022, quando eles dividiram palanque em Minas. Em fevereiro, após uma reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, Lupi chegou a afirmar, nas redes sociais, que os petistas apoiariam Kalil, em um arranjo que também incluiria costuras de apoio às candidaturas de Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul, e de Requião Filho, no Paraná. A informação sobre a aliança entre pedetistas e petistas em Minas, no entanto, foi desmentida em seguida por Kalil em um post nas redes sociais. "Eleição é um saco: no meu palanque só sobe quem EU quiser.” Ao SBT News, Lupi também disse que havia "tentado de tudo para fazer essa aliança" acontecer, mas relatou que a tratativa teria "fracassado". Ele frisou, contudo, que os dois partidos deverão estar juntos no segundo turno.