Aécio disse no início do mês que não concorreria a nenhum cargo eletivo este ano, mas, segundo interlocutores, o tucano reavalia sua decisão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados O PDT de Minas Gerais abriu mão da candidatura de Marcelo Heringer ao Senado para permitir a entrada do deputado Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, na corrida ao parlamento. Aécio havia anunciado no início do mês que não concorreria a nenhum cargo eletivo neste ano. Mas, segundo interlocutores, o tucano reavalia sua decisão e deve dar uma resposta ainda nesta semana. O PDT e a Federação PSD Cidadania registraram em Minas Gerais a chapa que tem como candidato ao governo estadual Alexandre Kalil (PDT), e Carlos Mosconi (PSDB) como vice. Para o Senado, a chapa foi registrada com os candidatos Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB). O candidato Marcelo Heringer protocolou no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) sua renúncia, abrindo espaço potencial para Aécio. Caso o TRE-MG homologue a decisão, a coligação poderá registrar a candidatura de Aécio. Embora o prazo para registro das candidaturas tenha se encerrado no dia 15 de agosto, a legislação eleitoral permite a substituição de candidatura até 20 dias antes da eleição, caso o candidato registrado faça uma renúncia formal. Ontem, a Federação PSDB Cidadania e o PDT divulgaram nota dizendo terem recebido manifestações de correligionários, prefeitos, vereadores, deputados, militantes e lideranças de diferentes regiões de Minas Gerais, pedindo que Aécio reveja sua decisão e aceite ser candidato ao Senado. A coligação informou que o Estado precisa alguém com experiência, capacidade de articulação e força política em Brasília para tratar de questões, como a dívida do Estado com a União. "Aécio reúne essas condições. Ao longo de quase quatro décadas de vida pública, construiu uma trajetória que lhe confere profundo conhecimento de Minas, do Congresso Nacional e das grandes questões brasileiras", acrescentam na nota. Caso Aécio aceite concorrer, há expectativa que Galassi também renuncie à candidatura, para que todos os esforços da coligação sejam concentrados em eleger o presidente do PSDB senador.