Nada como a conjugação de interesses para promover tréguas de ocasião. É o que se viu no acerto entre os presidentes da República, da Câmara dos Deputados e do Senado para levar adiante, no Legislativo, pautas populistas às vésperas das eleições.

Junte-se a eles o quarto elemento na figura do sujeito mais ou menos oculto do Supremo Tribunal Federal, cujo vice-presidente achou pelo bem da República fazer as vezes de mediador político do armistício de conveniência.No trajeto entre a mesa de jantar de Alexandre de Moraes e a fotografia "toda sorrisos" dos novos "companheiros", sumiram do mapa a revolta de Luiz Inácio da Silva (PT) com a recusa de indicação ao STF, as travas de Davi Alcolumbre (União Brasil) à agenda do Senado e a dubiedade de Hugo Motta (Republicanos) entre governo e oposição.

Os três vinham às turras, de conflito em conflito, a ponto de o presidente da República, no primeiro semestre, ter ensaiado fazer do "Congresso inimigo do povo" um slogan de campanha.

Mas aí veio a proximidade do fim dos mandatos de Lula no Palácio do Planalto, Motta na bancada da Paraíba, Alcolumbre no comando do Congresso e tudo se ajeitou sob a bênção de um dos guardiões da Constituição, preocupado com o futuro.