Em seus últimos movimentos, Lula se aproximou dos chefes do Congresso e, ao mesmo tempo, aumentou o tom de crítica às emendas parlamentares, propondo mudanças em sua execução. Uma coisa não combina com a outra. A não ser na lógica particular das campanhas eleitorais.
Após quatro anos de estresse com o grupo de partidos fisiológicos que comanda a Câmara e o Senado, o Planalto conseguiu uma trégua. Fez arranjos para ter juntos no palanque governistas e integrantes do centrão e influiu na decisão do grupo de adotar a neutralidade em relação à corrida presidencial, isolando a candidatura bolsonarista.
Para afastar qualquer possibilidade de não se reeleger na Paraíba, Hugo Motta queimou a largada e já declarou o voto em Lula —para surpresa de ninguém. A tendência é que outros deputados e senadores do bloco suprapartidário façam o mesmo, principalmente nos estados do Nordeste, onde o petista lidera as pesquisas com folga.
Com Davi Alcolumbre, a conversa é mais difícil. Pela segunda vez, em poucos dias, Lula se reuniu com o presidente do Senado, sonhando em destravar a PEC da Segurança, já aprovada na Câmara e que integra as polícias brasileiras para combater o crime organizado, e a PEC que prevê o fim da escala 6x1, de forte apelo popular.











