O consórcio Rota Mogiana, formado por Azevedo & Travassos e Quimassa Infraestrutura, assinou nesta quarta-feira (26) o contrato de concessão do lote Rota Mogiana com o governo de São Paulo. São 520 quilômetros de rodovias ligando a região de Campinas a Ribeirão Preto e a cidades próximas à divisa com Minas Gerais. A previsão é de R$ 9,4 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos.

A estimativa do governo paulista é que 2,3 milhões de pessoas serão afetadas pela concessão, em 22 municípios.

O leilão aconteceu em 27 de fevereiro e o consórcio Rota Mogiana venceu com oferta de outorga fixa de R$ 1,084 bilhão. Superou a Motiva, maior operadora de rodovias do país e atual gestora de parte do trecho, além da MC Brazil Concessões Rodoviárias, ligada ao fundo saudita Mubadala, e o grupo EPR.

O resultado foi homologado pelo governo estadual em março, e a assinatura do contrato ocorre após o consórcio cumprir as condições precedentes, incluindo o pagamento da outorga.

O pacote de obras previstas inclui a duplicação de mais de 217 quilômetros de rodovias estratégicas, a implantação de 138 quilômetros de faixas adicionais e 86 quilômetros de novas marginais, além de 58 passarelas para pedestres, 129 dispositivos de interseção, ciclovias, acostamentos, modernização de sinalização e iluminação, e barreiras de segurança em trechos de maior tráfego.