Sargento teria informado a parentes que pessoas desaparecidas estavam em segurança mesmo sem provas; investigação revisa centenas de ocorrências 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Quatro corpos em 72 horas expõem suspeita de fraude em casos de desaparecidos na Coreia do Sul — Foto: Reprodução A descoberta de quatro corpos em apenas 72 horas provocou uma crise na polícia da Ilha de Jeju, um dos principais destinos turísticos da Coreia do Sul. Um sargento foi preso sob suspeita de encerrar prematuramente centenas de casos de pessoas desaparecidas e fornecer informações falsas às famílias. O policial, identificado apenas pelo sobrenome Bu, teria sido responsável por até 300 registros de desaparecimento. Segundo a imprensa local, investigadores suspeitam que ele tenha arquivado ocorrências sem realizar as buscas necessárias e afirmado a parentes que algumas das pessoas procuradas haviam sido encontradas em segurança. Um dos casos que deram origem ao escândalo é o de Jang Mi-ran, de 37 anos, desaparecida havia mais de três meses. O corpo dela foi localizado na segunda-feira em uma plantação de palmeiras próxima de casa, 104 dias depois do registro do desaparecimento. A família afirma que, poucos dias depois do sumiço, Bu informou que Jang havia sido localizada e estava bem. O policial teria dito ainda ao namorado dela que a mulher não queria voltar a ter contato com familiares porque pretendia recomeçar a vida longe deles. De acordo com a investigação, porém, não há registros de que Jang tenha conversado com a polícia. O caso teria sido retirado do sistema de pessoas desaparecidas depois das informações repassadas pelo agente. Outro episódio envolve um homem na faixa dos 60 anos, desaparecido desde 28 de junho e encontrado morto no último sábado. Bu também estava encarregado da ocorrência. Segundo os familiares, o sargento informou que o homem havia sido localizado "em segurança", mas não queria revelar onde estava. Cinquenta e um dias depois, o corpo foi encontrado. Coreia do Sul exibe força com primeiro desfile militar em uma década; veja fotos 1 de 9 Coreia do Sul exibe força com primeiro desfile militar em uma década — Foto: Anthony WALLACE / AFP 2 de 9 Veículos militares participam de desfile em comemoração ao 75º Dia das Forças Armadas da Coreia do Sul em Seul — Foto: Anthony WALLACE / AFP X de 9 Publicidade 9 fotos 3 de 9 Quase 300 soldados americanos participaram no desfile militar da Coreia do Sul — Foto: Anthony WALLACE / AFP 4 de 9 Pessoal da Academia Militar da Coreia participa de desfile militar para comemorar o 75º Dia das Forças Armadas da Coreia do Sul em Seul — Foto: Anthony WALLACE / AFP X de 9 Publicidade 5 de 9 Soldados sul-coreanos demonstram suas habilidades de taekwondo durante uma cerimônia para marcar o 75º aniversário do Dia das Forças Armadas da Coreia em Seongnam — Foto: KIM HONG-JI / POOL / AFP 6 de 9 O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, acena para a multidão durante uma cerimônia para marcar o 75º aniversário das Forças Armadas da Coreia — Foto: KIM HONG-JI / POOL / AFP X de 9 Publicidade 7 de 9 8 de 9 X de 9 Publicidade 9 de 9 Quase 4.000 soldados participaram no desfile no centro de Seul, que também exibiu 170 tanques, drones e mísseis — Acreditamos na polícia quando disseram que meu pai estava seguro e esperamos, mas depois de 51 dias o que voltou foi o corpo dele — afirmou o filho do homem à imprensa local. As autoridades disseram que, inicialmente, não foram encontrados sinais evidentes de crime na morte. Outros dois corpos de pessoas anteriormente registradas como desaparecidas também foram localizados no fim de semana em Jeju. A polícia ainda apura se os casos tiveram relação direta com a atuação de Bu. Diante das suspeitas, os investigadores começaram a revisar cerca de 300 ocorrências que passaram pelas mãos do sargento. Ele foi preso nesta semana, e quatro superiores hierárquicos também foram afastados temporariamente de suas funções.