Gleisi, Azambuja e Derrite declaram ao TSE desembolso em conteúdo patrocinado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gleisi, Azambuja e Derrite: líderes em impulsionamento na largada da campanha — Foto: Cristiano Mariz, divulgação e Pablo Jacob Diante de uma importância cada vez maior das redes sociais na disputa eleitoral, os gastos com impulsionamento de conteúdos já alcançaram R$ 9,3 milhões entre os candidatos desta eleição, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A verba tem sido usada para aumentar o engajamento de publicações com críticas a Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, confissões religiosas, e defesa do fim da escala 6 por 1. Entre os que já declararam à Corte, os três líderes desse tipo de gasto são postulantes ao Senado: Gleisi Hoffman (PT-PR), Reinaldo Azambuja (PL-RS) e Guilherme Derrite (PL-SP). A despesa com este serviço nas eleições se concentra principalmente na Meta, que recebeu R$ 5,9 milhões de candidatos até a última atualização da Justiça Eleitoral. Deputada federal e candidata ao Senado do Paraná, Gleisi Hoffmann declarou já ter investido R$ 350 mil em impulsionamentos de conteúdos da Meta, dona do Facebook e Instagram. Segundo a plataforma, cerca de R$ 180 mil já foram aplicados para aumentar o engajamento de publicações da candidata, entre elas, uma em que Gleisi sinaliza para o eleitorado religioso, público que o PT tem dificuldade de conquistar historicamente. No vídeo, ela aparece sendo entrevistada e fazendo um relato sobre sua relação com o cristianismo. — Eu tenho sim minhas referências cristãs, sou devota de Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira. Mas essencialmente eu sou cristã. Acho que os ensinamentos do nosso Senhor Jesus Cristo são muito importantes para nos dar rumo na vida, para nos dar direção, e tem muito a ver com o que penso e faço na política — diz a deputada. Em outro vídeo impulsionado, Gleisi apresenta igrejas e monumentos católicos no Paraná, destacando a ligação da religião com o estado. "O Norte Pioneiro tem uma história entrelaçada com a religiosidade, e isso faz parte da composição do nosso Paraná”, escreve o post. Candidato ao Senado no Rio Grande do Sul, Reinaldo Azambuja (PL) é o segundo candidato que declarou maior gasto com impulsionamento na Meta, R$ 150 mil. Nas publicações patrocinadas, Azambuja repete que será o “senador dos municípios”, e relembra entregas de obras em mandatos anteriores. Também na corrida por uma cadeira no Senado, o deputado federal Guilherme Derrite (PP) é o terceiro com maior despesa declarada de impulsionamento no Facebook e Instagram, R$ 120 mil. O ex-secretário de Segurança do governo Tarcísio Rodrigues (Republicanos) tem a segurança pública como principal pauta de suas publicações com tráfego pago. A relação com o governador é destacada em duas, dos três posts impulsionados pelo candidato desde o início da campanha. Críticas a Lula e Flávio O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) é o presidenciável que declarou maior investimento no impulsionamento online até o momento, R$ 78,3 mil. A maioria das publicações turbinadas são de críticas aos seus dois principais adversários, líderes das pesquisas, o presidente Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Em um dos vídeos patrocinados, Caiado diz que “tanto faz roubar com a mão esquerda quanto com a mão direita, é ladrão.’ Caiado também compartilhou trecho de entrevista para o Jornal Nacional, em que critica o programa Desenrola, lançado por Lula. Em outra publicação impulsionada, o ex-governador aparece no debate organizado pela TV Band ironizando a ausência de rivais na ocasião. "Por que eles não vêm ao debate? Como é que eles vão explicar? Num primeiro momento eu disse: 'Olha, Flávio, explique o que estão denunciando e falando a seu respeito'. Ele realmente não deu satisfação, não explicou o Dark Horse. [...] E o Lula tem o 'Dark Lobby'. É a Roberta [Luchsinger] e também o Lulinha, que é o artista deste filme", disse Caiado. O candidato do PSD seguiu criticando a ausência do presidente Lula no debate em novo post patrocinado. “Debate é compromisso com os brasileiros. Mas, para Lula, não é. Faltou ao primeiro, deve faltar ao segundo e segue fugindo das respostas que o país espera. O Brasil merece mais!”, escreve. Candidato ao Senado do Paraná pelo Novo, Deltan Dallagnol ainda não fez a prestação de contas parcial ao TSE. No entanto, segundo a Meta, Dallagnol usou R$ 44,4 mil desde o início da campanha para impulsionar publicações em suas redes sociais. O tráfego pago foi usado em publicações em que Dallagnol comemora decisão favorável do Ministério Público Eleitoral à sua candidatura, ao mesmo tempo que faz uma provocação ao PT. “Alô PT, se for chorar manda áudio!”, escreve em uma publicação. “Para a tristeza do PT, ESTOU ELEGÍVEL!”, diz outra postagem. Escala 6x1 O deputado federal, Lindbergh Farias (PT-RJ), candidato à reeleição, também investiu alto no tráfego pago nas redes sociais, R$ 50 mil declarados com serviços de impulsionamento online da Meta. Segundo a plataforma, cerca de R$ 2 mil foram usados no impulsionamento de uma publicação em defesa do fim da escala 6x1, principal bandeira eleitoral usada pelo governo Lula nestas eleições. “Chega de rotina exaustiva sem tempo para a família! Todo trabalhador e toda trabalhadora têm o direito a mais dias de descanso na semana para viver com dignidade, cuidar da saúde e aproveitar a vida ao lado de quem ama”, escreve o candidato.
Candidatos ao Senado por PT e PL lideram gastos com impulsionamento nas redes no início da campanha
Gleisi, Azambuja e Derrite declaram ao TSE desembolso em conteúdo patrocinado








