Cortando os céus sobre o Farnborough International Airshow no mês passado, os caças mais modernos impressionaram o público com exibições acrobáticas.
Em solo, porém, as grandes atrações deste ano foram aeronaves elegantes e sem piloto, com nomes ameaçadores como Ghost Bat, Ravenstorm, Valkyrie e Fury, desenvolvidas tanto por grupos tradicionais de defesa quanto por novos participantes voltados à tecnologia.
Não se trata dos drones descartáveis e relativamente baratos tão utilizados na Ucrânia e no Oriente Médio, mas de "aeronaves de combate colaborativas" maiores e mais caras, equipadas com armamentos sofisticados e capazes de operar ao lado de caças convencionais ou de patrulhar os céus de forma independente.
Essa nova geração de veículos não tripulados oferece provas claras de como os recentes e rápidos avanços na tecnologia de voo autônomo estão mudando a maneira como as batalhas aéreas do futuro serão travadas —e como dezenas de bilhões de dólares dos orçamentos públicos de defesa serão gastos.
"Há uma série de missões para as quais elas estão sendo consideradas", afirma Charles Woodburn, diretor-presidente da empresa britânica de defesa BAE Systems, que está desenvolvendo a aeronave de combate colaborativa Brontanax.






