Gerando resumoBRASÍLIA - A dívida pública federal aumentou 0,22% em julho na comparação com o mês anterior, de R$ 9,268 trilhões para R$ 9,289 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira, 26, no Relatório Mensal da Dívida (RMD).PUBLICIDADEA variação reflete uma resgate líquido de R$ 65,139 bilhões no mês passado, somada ao impacto de R$ 85,527 bilhões com a apropriação dos juros. A Dívida Pública Federal (DPF) inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 0,31%, e fechou o mês em R$ 8,949 trilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 2,20%, para R$ 340,06 bilhões.PublicidadeO Tesouro informou que atualizou o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 para prever um intervalo de 49% a 53% para a participação de títulos atrelados à taxa Selic na dívida pública federal. A fatia desses papéis aumentou de 49,32% em junho para 51,11% em julho. Dívida pública federal sobe para R$ 9,29 tri em julho Foto: Fabio Motta/EstadãoA participação dos papéis prefixados caiu de 21,04% para 19,22%. O novo limite para esses papéis agora é de 20% a 24%. A parcela dos títulos indexados à inflação cresceu de 25,90% para 26,02%, contra um intervalo atualizado de 21% a 25% no PAF. Os papéis cambiais passaram de 3,74% para 3,65%. No PAF revisado, esse intervalo foi mantido de 3% a 7%.A parcela da DPF a vencer em 12 meses reduziu de 20,07% em junho para 18,91% em julho. No PAF de 2026, o intervalo previsto é de 18% a 22%.O prazo médio da dívida subiu de 4,01 anos para 4,05 anos. Os limites do PAF são de 3,8 a 4,2 anos para 2026. O custo médio acumulado em 12 meses da DPF reduziu de 12,68% ao ano em junho para 12,45% ao ano em julho.PublicidadeO subsecretário de Dívida Pública do Tesouro Nacional, Francisco Segundo, afirmou que a grande surpresa do ano para a dívida foi o conflito no Oriente Médio.“Se compararmos o que esperávamos do ano em janeiro, a grande surpresa do cenário foi o conflito no Oriente Médio, com auge entre março, abril e maio”, afirmou Segundo.“Vimos que a capacidade de abstenção do risco do mercado ainda estava bastante limitada, e nesses momentos, em geral, como opção para não perder muito caixa, ou para continuar na dívida, a gente recorre à LFT (título atrelado à Selic)”, prosseguiu o subsecretário. Publicidade“Isso vem normalizando, não totalmente. Ainda vemos, especialmente comparado com o primeiro trimestre, que essa capacidade de abstenção de risco ainda está limitada, mas a gente já vê o mercado um pouco mais equilibrado em relação ao segundo trimestre do ano, por exemplo.”Vale ler tambémA produção no campo segue em expansão; até que ponto a rentabilidade acompanha esse crescimento?O El Niño que vai além das chuvas: fenômeno também muda a dinâmica de pragas e doençasCom a Braskem, o Brasil bate recorde de R$ 180 bi em dívidas em recuperação judicial e extrajudicial