O Tesouro Nacional revisou nesta quarta-feira (26) seu plano para a gestão da dívida pública e indicou esperar que os títulos atrelados à taxa Selic subam ainda mais nos próximos meses, com possibilidade de ultrapassarem a máxima histórica na série iniciada em dezembro de 2000.
A expectativa do órgão é que esses papéis respondam por uma fatia de 49% a 53% da DPF (dívida pública federal) ao fim deste ano. Antes, o intervalo previsto era de 46% a 50%.
Ao fim de julho, a modalidade já respondia por 51,1% da DPF. O patamar é o maior desde agosto de 2003 e se aproxima do recorde de 52,06% observado em abril daquele mesmo ano. O novo intervalo indica que esse valor pode ser superado.
Sede do Ministério da Fazenda, em Brasília - Gabriela Biló - 05.jan.23/Folhapress
Como mostrou a Folha, o aumento das incertezas sobre a trajetória das contas públicas brasileiras e sobre o cenário internacional está por trás da necessidade do Tesouro de emitir mais títulos da dívida atrelados à Selic durante o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).







