O Departamento de Estado dos Estados Unidos quer vender uma pintura do renomado artista Kehinde Wiley que a diretora do programa Arte nas Embaixadas classificou como "muito woke" e "esteticamente aterrorizante", após a obra ter sido retirada da Embaixada dos Estados Unidos na República Dominicana na semana passada.
A pintura de Wiley, que alcançou a fama depois de ser escolhido para criar o retrato oficial do presidente Barack Obama, apresenta quatro modelos dominicanos diante de um fundo floral. A obra foi encomendada pelo governo federal em 2013 e paga com dinheiro dos contribuintes.
Funcionários do Departamento de Estado retiraram a pintura da embaixada na semana passada, depois de inicialmente escondê-la atrás de uma lona estampada com a imagem da bandeira americana.
Erin Scavino, diretora do programa Arte nas Embaixadas, criticou a pintura de Wiley em uma recente entrevista a um podcast e destacou a ligação do artista com Obama. Leah Campos, embaixadora dos Estados Unidos na República Dominicana, comemorou a retirada nas redes sociais com um vídeo ao som do hino do rock "We’re Not Gonna Take It", escrevendo que a pintura era um exemplo de "ideologias globalistas e woke".
Nenhuma das duas explicou o que considerava condenável na obra.






