A Índia aposta no aumento dos investimentos em armazenamento de energia por baterias para ajudar a reduzir os crescentes cortes na geração de energia solar que a rede elétrica atualmente não consegue absorver.
Projetos que não forem equipados com sistemas de armazenamento por baterias provavelmente terão dificuldade para encontrar compradores. Cerca de 42 GW (gigawatts) de capacidade planejada ainda não têm contratos de compra de energia, disse na sexta-feira (21) Santosh Kumar Sarangi, secretário de Energias Renováveis.
Entre os projetos mais ameaçados estão cerca de 18 gigawatts de empreendimentos exclusivamente solares e outros 14 a 15 gigawatts de capacidade que foram contratados a preços elevados, afirmou ele durante o BNEF Summit, em Nova Déli.
Na Índia, a expansão das energias renováveis tem sido liderada pela geração fotovoltaica, provocando um excesso de oferta durante o dia, especialmente no verão, quando a incidência de radiação solar é maior. Cerca de 11% da energia solar gerada na Índia durante os meses mais quentes deste ano foi perdida devido aos cortes na geração, mesmo com a demanda atingindo níveis recordes.
Redes elétricas em todo o mundo enfrentam dificuldades para acompanhar a rápida expansão das usinas solares e eólicas, criando períodos de excesso de eletricidade que obrigam os operadores a desligar parte da capacidade de geração para proteger os equipamentos e evitar apagões.








