Comerciantes de estabelecimentos de Copacabana confirmaram em depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro que pagavam pela segurança privada irregular de dois seguranças suspeitos de participação no linchamento de Cláudio Rafael Landeiro, 37.

Cláudio Rafael morreu no dia 12 de agosto após ser falsamente acusado de roubar uma bicicleta que, na verdade, pertencia à irmã. A acusação e as agressões teriam sido iniciadas por Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, indica a investigação. Eles atuavam como seguranças na rua Barata Ribeiro.

Ailton José da Silva e Felipe Eduardo dos Santos Silva, dois entregadores de aplicativo que também participaram do espancamento, segundo a polícia, estão presos.

A reportagem não conseguiu identificar as defesas dos suspeitos.

A 12ª DP (Copacabana) investiga como funcionava o vínculo de atuação dos seguranças irregulares. O trecho da rua onde Cláudio Rafael começou a ser agredido tem um bar, um restaurante e uma farmácia.