Quando seu carro quebrou, no início de 2025, Jonatan Verón, um motorista de Uber de 41 anos de La Plata, na Argentina, tomou um empréstimo bancário de cerca de US$ 1.300 (R$ 6.700) para consertar o motor.
Em poucos meses, Verón começou a atrasar os pagamentos, à medida que sua renda não acompanhava o custo de vida. Depois que furou um pneu, ele foi obrigado a pegar mais US$ 330 (R$ 1.700) com um agiota, a uma taxa de juros de 300%. Desde então, suas dívidas aumentaram para mais de US$ 11 mil (R$ 56,7 mil).
"É muita coisa", disse Verón, acrescentando que também devia dinheiro à irmã, à ex-mulher e à operadora de telefonia celular. "Mas eu não tinha outra escolha."
Um número recorde de famílias argentinas tem enfrentado dificuldades para pagar suas dívidas em dia. Segundo o Instituto Equilíbria , 16,3% do crédito concedido a pessoas físicas está atrasado há pelo menos três meses.
Os empréstimos inadimplentes são resultado das amplas mudanças promovidas na economia argentina pelo presidente Javier Milei, que reduziu os gastos públicos e derrubou a inflação anual de um pico de 289% no início de 2024 para 34%.










