Decisão judicial foi adiada e familiares da menina de 4 anos vivem a incerteza se poderão viajar com ela para o Brasil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gabriela Barbosa tinha 33 anos — Foto: Reprodução das redes sociais Foi adiada a decisão judicial sobre guarda de irmã de 4 anos do adolescente brasileiro que confessou o assassinato da mãe, Gabriela Barbosa, de 33 anos. Deveria ser estabelecida hoje uma definição, mas a Justiça preferiu adiar porque deseja ouvir o pai, que está preso por violência doméstica, antes de tomar uma decisão em setembro. Familiares estão em Portugal para levar a criança para o Brasil, mas ela permanecerá com uma amiga da mãe, uma solução emergencial. A criança quer ficar com a família, segundo informações que a advogada Patrícia Molino deu aos jornalistas na saída do tribunal em Cascais: — A própria criança está reagindo que não está bem onde está, quer ficar com a família. Relatórios foram solicitados ao Brasil para comprovar as condições financeiras da família paterna e haveria um acordo entre ambos os lados para que isso aconteça. Relembre o caso — Será preciso comprovar que a família, que vive em São Paulo, reúne condições financeiras e emocionais para ficar com a criança — declarou. A advogada previu mais obstáculos porque o Estado português é a outra parte e está sob críticas de ter falhado na proteção aos menores: — Houve falha do sistema português porque os menores estavam sinalizados pelos serviços sociais, as coisas não corriam bem e, como prevê a lei, deveria ter tirado os filhos de lá. Ela citou vídeos onde Gabriela teria agredido a filha. O adolescente manifestou vontade de ir para um abrigo e disse que cometeu o crime para proteger a irmã. O assassinato foi confessado pelo filho, também brasileiro, de 15 anos, que teria estrangulado a vítima e mantido o corpo no apartamento por cerca de 21 horas. A irmã estava no apartamento em Oeiras. Ele chamou a Polícia de Segurança Pública (PSP) e se entregou no último dia 13. O crime passou a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ). "A vítima, progenitora do agressor, foi alvo de interação física fatal, mantida pelo filho no interior da residência (...) estava ainda uma menina de 4 anos, filha da vítima e irmã do agressor", informou a PJ em comunicado.