Marido da babá quer pena máxima pelo crime que destruiu sonho de mudança da família para o país: ʽO que vai nos pagar é a sentença de 25 anos pelo crime brutalʼ 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lucinete Freitas foi encontrada morta em Lisboa — Foto: Reprodução/Redes sociais O assassinato da babá brasileira Lucinete Freitas em Portugal completa oito meses amanhã e a família ainda espera pela marcação do julgamento da suspeita, que também é brasileira. Patroa de Lucinete, ela está detida como a única suspeita do crime. O marido da babá, José Teodoro, espera pela pena máxima de 25 anos. — Nenhum dinheiro trará ela de volta. O que vai nos pagar é a sentença de 25 anos pelo crime brutal, que nos deixou desamparados — disse Teodoro. Ele se referiu às notícias publicadas em Portugal sobre o pedido de uma indenização de R$ 2,3 milhões pelo assassinato da brasileira de 55 anos, que aconteceu na Amadora, em Lisboa. Teodoro contou que não tem informação sobre o pedido de indenização. Também não recebeu nenhuma notificação sobre julgamento. Sua representante jurídica em Portugal não respondeu. Segundo o brasileiro, motorista de aplicativo e jardineiro, o crime destruiu o planejamento da família de mudar para Portugal em busca de uma vida com mais estabilidade financeira. — Quando nosso filho queria algo, ela mandava dinheiro e poucos euros viravam muitos reais. Aqui em casa sempre nos ajudamos e agora estou sozinho — disse ele. Teodoro teve o visto de busca de trabalho em Portugal recusado e por isso a sua mulher, com a documentação aprovada, viajou na frente. O brasileiro contou que o filho de14 anos trocou a escola particular pela pública e precisou ter seu plano de saúde cancelado. Ambos estão em acompanhamento psicológico: — A mensalidade era dividida, então, não tem mais. Depois do peso emocional da perda, chegaram as complicações financeiras e não tenho cabeça para nada. Lucinete foi assassinada em 5 de dezembro de 2025 com um golpe de um bloco de cimento na cabeça. A brasileira que está presa tem 43 anos e ficou detida preventivamente por haver "fortes indícios da prática de um crime de homicídio qualificado", segundo a Polícia Judiciária.