Apesar de ter prometido uma prestação de contas pública a respeito do financiamento do filme Dark Horse, o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, terceirizou a divulgação de um balanço para a produtora da obra, a Go Up Entertainment, e não manteve o compromisso de transparência em relação ao fundo americano que intermediou os repasses, o Havengate.
Em maio, o site The Intercept revelou mensagens trocadas entre Flávio e o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, em que o senador pede dinheiro para bancar o filme a respeito de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a publicação, o valor total negociado foi de R$ 134 milhões e o ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante entrevista à imprensa em agenda de campanha em Maceió (AL) - Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
Os pagamentos teriam sido feitos por meio de transferências de uma empresa chamada Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro, para o fundo Havengate, sediado no Texas, nos Estados Unidos. O fundo é controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive no país.
Isso levou a Polícia Federal a abrir uma investigação para apurar se verba do filme acabou bancando despesas do ex-deputado.













