Em maio foram divulgadas conversas estarrecedoras entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e candidato à Presidência, e Daniel Vorcaro, o ex-dono do Banco Master.

Flávio pedia que o banqueiro pagasse os R$ 134 milhões que havia prometido para a produção do filme "Dark Horse", uma biografia de Jair Bolsonaro (PL). No dia da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025, enviou a mensagem: "Irmão, estou e estarei contigo sempre". Ao fim, foram repassados R$ 61 milhões.

Logo após o vazamento dos diálogos, o presidenciável afirmou que estava "100% disposto" a tornar público o contrato do filme com Vorcaro. Como, até o momento, tal documento não foi apresentado, a Folha questionou o candidato sobre o assunto na segunda-feira (24).

Flávio finge não ver a gravidade do caso. "Vocês vão parar no tempo? (...) Vocês querem insistir com relação de fundo privado, que não tem contrapartida pública de nada?", questionou.

Por óbvio, o problema é o tal fundo privado fazer parte de uma rede que operou a maior fraude financeira do país, gerando um custo à sociedade estimado em ao menos R$ 60 bilhões.