Trânsitos diários cairão para 34 navios em 3 de setembro e para 32 doze dias depois 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Panamá declara estado de emergência para lidar com seca e fortes chuvas devido ao El Niño — Foto: Federico Rios/The New York Times O Panamá declarou estado de emergência nesta terça-feira para lidar com as fortes chuvas e a seca associadas ao fenômeno El Niño, que já forçou uma redução no tráfego marítimo através da estratégica hidrovia interoceânica. O governo espera que isso agilize os processos burocráticos para lidar com as consequências do que se espera ser o El Niño mais intenso já registrado. Essa decisão "decorre da necessidade de estarmos preparados para o que pode vir", disse a Ministra do Governo, Dinoska Montalvo, em uma coletiva de imprensa. O fenômeno natural "não nos afetará apenas em termos de inundações" devido ao excesso de chuvas, mas "também nas complexidades que traz com a seca", acrescentou. O El Niño causou um aumento de 25% nas chuvas no Caribe nos últimos meses. No Pacífico, por outro lado, causou uma diminuição de 60% na precipitação, de acordo com Luz de Calzadilla, Diretora Geral do Instituto de Meteorologia e Hidrologia do Panamá. O Canal do Panamá, por onde passa 5% do comércio marítimo mundial e que opera utilizando água da chuva armazenada em dois lagos artificiais, reduzirá o número de trânsitos diários de 36 para 34 navios a partir de 3 de setembro e, posteriormente, para 32 doze dias depois, segundo a Autoridade do Canal do Panamá (ACP). Canal do Panamá: crise hídrica ameaça navegação e afeta vida da população 1 de 10 É necessária uma enorme quantidade de água para fazer funcionar o sistema do Canal do Panamá, sendo que um único navio necessita de mais de 50 milhões de galões. — Foto: Federico Rios/The New York Times 2 de 10 Funcionários do Canal do Panamá examinam mapas da barragem proposta para o Rio. Na sequência de uma seca que prejudicou a navegação, os responsáveis pelo hidrovia estão ansiosos por expandir o armazenamento de água. As alterações climáticas não lhes deixam outra alternativa — Foto: Federico Rios/The New York Times X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Navio de carga atravessa o Canal do Panamá: em um ano normal, 13.000 navios passam pelo canal, mas o tráfego tem estado a um ritmo anual de 10.000 desde outubro passado, quando o país viveu uma crise hídrica — Foto: Federico Rios/The New York Times 4 de 10 Um funcionário monitoriza os navios que passam pelo Canal do Panamá — Foto: Federico Rios/The New York Times X de 10 Publicidade 5 de 10 "Não ao reservatório" diz um cartaz escrito à mão na cerca da casa de Olegario Hernandez, na aldeia de Limón — Foto: Federico Rios/The New York Times 6 de 10 Um navio de carga atravessa o Lago Gatún, um reservatório artificial, que é a peça central do sistema do Canal do Panamá — Foto: Federico Rios/The New York Times X de 10 Publicidade 7 de 10 Uma central hidroelétrica no Lago Alajuela, perto do Canal do Panamá — Foto: Federico Rios/The New York Times 8 de 10 Navio aguarda sua vez de atravessar o Canal do Panamá: mais de metade da carga de containers que circula entre a Ásia e a Costa Leste dos EUA passa pela hidrovia panamenha — Foto: Federico Rios/The New York Times X de 10 Publicidade 9 de 10 Estudantes na aldeia de Limon: A diretora da escola local, Ophelia Grenald, disse que as crianças "vão perder tudo" com a retirada das famílias para construção de um novo reservatório — Foto: Federico Rios/The New York Times 10 de 10 Crianças caminham para casa depois da escola: Eles guardam seus sapatos de couro preto — parte de seu uniforme obrigatório — em casas na aldeia, calçando chinelos para atravessar o rio lamacento em direção às suas casas a de Limon. — Foto: Federico Rios/The New York Times X de 10 Publicidade No fim de 2023, crise hídrica obrigou a hidrovia panamenha a reduzir o número diário de navios que transitam pelo canal de 38 para 22 O El Niño é um fenômeno natural que eleva as temperaturas da superfície no Pacífico equatorial central e oriental, gerando mudanças globais nos ventos e nas chuvas. Combinado com o aquecimento global causado pela atividade humana, o fenômeno atual está se configurando como o mais intenso já documentado e tem o potencial de desencadear eventos climáticos extremos em diversas regiões do planeta. Isso pode fazer de 2027 o ano mais quente já registrado.
Panamá declara estado de emergência para lidar com seca e fortes chuvas devido ao El Niño
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