Agora no g1 Diante desse cenário, a estratégia da oposição será exigir o cumprimento rigoroso do regimento interno do Senado. Entre outros pontos, as regras da Casa determinam um intervalo mínimo de cinco sessões entre as votações de primeiro e segundo turno de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Segundo interlocutores do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, ele pretende defender publicamente a importância dos temas tratados pelas propostas, mas argumentará que elas precisam ser debatidas com mais profundidade e, por isso, não deveriam ser votadas no calor da campanha presidencial. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales Ambiente no Senado e Nesse cenário, integrantes do partido trabalham com a possibilidade de aprovação das duas propostas. Senadores da legenda lembram, inclusive, que deputados do próprio PL votaram majoritariamente a favor das medidas durante a tramitação na Câmara dos Deputados. Nesse contexto, Lula tem aumentado sua presença nas redes para fazer defesa da PEC do fim da escala 6x1. Inclusive, fez duas publicações seguidas: uma nesta segunda (24) e, outra, nesta terça (25). No primeiro texto, sem citar nomes, o presidente afirmou que "há pessoas que jogam contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras", mas que seu governo está empenhado na aprovação da proposta. Na segunda mensagem, ele exaltou a importância da proposta para o trabalhador e afirmou ter certeza que ela avançará no Congresso. Lula frisou: "não adianta jogar contra". "Quem trabalha sabe o valor de ter mais tempo para viver, cuidar da saúde, estar com a família, estudar e descansar. Por isso, o fim da escala 6x1, sem redução de salário, é um compromisso que eu vou defender. Já mandei o projeto para o Congresso Nacional e tenho certeza de que ele vai avançar", justificou. Outros projetos Além das duas PECs, o Palácio do Planalto trabalha para aprovar a medida provisória que extingue a chamada taxa das blusinhas e o projeto que regulamenta a exploração de terras raras no Brasil, consideradas estratégicas para a indústria de tecnologia e de transição energética. Relator da PEC do fim da escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do governo, afirmou que pretende divulgar ainda nesta semana um parecer favorável à proposta. Segundo Aziz, o relatório estará pronto para ser votado na próxima semana tanto na CCJ quanto no plenário do Senado, acelerando a tramitação de uma das principais bandeiras defendidas pelo presidente Lula na área trabalhista.
PL tenta barrar votação, mas admite derrota se PEC do fim da escala 6x1 chegar ao plenário | G1
Agora no g1 Diante desse cenário, a estratégia da oposição será exigir o cumprimento rigoroso do regimento interno do Senado. Entre outros pontos, as regras da Casa determinam um intervalo mínimo de cinco sessões entre as votações de primeiro e segundo turno de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Segundo interlocutores do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, ele pretende defender publicamente a importância dos temas tratados pelas propostas, mas argumentará que elas precisam ser debatidas com mais profundidade e, por isso, não deveriam ser votadas no calor da campanha presidencial. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales Ambiente no Senado e Nesse cenário, integrantes do partido trabalham com a possibilidade de aprovação das duas propostas. Senadores da legenda lembram, inclusive, que deputados do próprio PL votaram majoritariamente a favor das medidas durante a tramitação na Câmara dos Deputados. Nesse contexto, Lula tem aumentado sua presença nas redes para fazer defesa da PEC do fim da escala 6x1. Inclusive, fez duas publicações seguidas: uma nesta segunda (24) e, outra, nesta terça (25). No primeiro texto, sem citar nomes, o presidente afirmou que "há pessoas que jogam contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras", mas que seu governo está empenhado na aprovação da proposta. Na segunda mensagem, ele exaltou a importância da proposta para o trabalhador e afirmou ter certeza que ela avançará no Congresso. Lula frisou: "não adianta jogar contra". "Quem trabalha sabe o valor de ter mais tempo para viver, cuidar da saúde, estar com a família, estudar e descansar. Por isso, o fim da escala 6x1, sem redução de salário, é um compromisso que eu vou defender. Já mandei o projeto para o Congresso Nacional e tenho certeza de que ele vai avançar", justificou. Outros projetos Além das duas PECs, o Palácio do Planalto trabalha para aprovar a medida provisória que extingue a chamada taxa das blusinhas e o projeto que regulamenta a exploração de terras raras no Brasil, consideradas estratégicas para a indústria de tecnologia e de transição energética. Relator da PEC do fim da escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do governo, afirmou que pretende divulgar ainda nesta semana um parecer favorável à proposta. Segundo Aziz, o relatório estará pronto para ser votado na próxima semana tanto na CCJ quanto no plenário do Senado, acelerando a tramitação de uma das principais bandeiras defendidas pelo presidente Lula na área trabalhista.











