Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede do Banco Master, em São Paulo — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Presciência para investigar possíveis irregularidades relacionadas ao investimento de R$ 1,2 milhão do fundo de previdência dos servidores públicos do município de Campo Grande (MS) em Letras Financeiras do Banco Master. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. As medidas cautelares foram deferidas pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande. Segundo a PF, a investigação teve início a partir de informações constantes de Relatório de Auditoria Direta - Letras Financeiras, elaborado pela Coordenação-Geral de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) do Ministério da Previdência Social (MPS). O relatório, conforme a PF, apontou possíveis irregularidades no processo decisório que resultou no investimento de R$ 1,2 milhão pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) em Letras Financeiras emitidas por banco privado, que conforme o Valor apurou se trata do Banco Master. “Há indícios de que servidores envolvidos no processo decisório, mediante ações ou omissões, teriam deixado de observar os procedimentos técnicos e administrativos aplicáveis, expondo o patrimônio do RPPS municipal a riscos”, destaca a PF. A PF informou ainda que o "inquérito policial apura, em tese, a prática dos crimes de gestão temerária, corrupção passiva e ativa".