País africano tenta diversificar economia para além do comércio e já tem parcerias do tipo com chineses. Governo angolano cobra também financiamento para a iniciativa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Empresas brasileiras estão perto de fechar um acordo para desenvolver até 800 mil hectares de terras agrícolas em Angola — Foto: Dado Galdieri/Bloomberg Empresas brasileiras estão perto de fechar um acordo para desenvolver até 800 mil hectares de terras agrícolas em Angola, poucas semanas após o país do sul da África ameaçar buscar novos parceiros diante dos sucessivos atrasos nos investimentos. O “acordo de cooperação para investimentos produtivos agrícolas” entre Brasil e Angola deve ser assinado em breve, afirmou Alex Giacomelli, secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Brasil, durante um evento empresarial em Luanda. O acordo pretende ir além do comércio, com a aplicação da experiência e da tecnologia agrícola brasileiras às condições de Angola e o apoio ao país para desenvolver capacidade produtiva local, disse ele, sem dar mais detalhes. No início deste mês, o ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac dos Anjos, advertiu que instituições financeiras brasileiras precisam se comprometer a financiar os projetos, caso contrário o país buscará outros parceiros. André Taveira Cruz, gerente de crédito à exportação do banco de desenvolvimento brasileiro, afirmou à margem do evento que o BNDES está ciente das negociações em curso, mas que os acordos comerciais precisam ser concluídos antes da estruturação do financiamento. Angola identificou as terras no ano passado para que empresas brasileiras realizassem estudos e desenvolvessem as áreas, como parte dos esforços para diversificar a economia dependente do petróleo e reduzir a dependência das importações de alimentos. O país também assinou acordos com empresas chinesas, entre elas a Citic Construction, para desenvolver 100 mil hectares destinados ao cultivo de soja e milho, e com a Sinohydro, construtora estatal de hidrelétricas, para cultivar 30 mil hectares de grãos.