Mineração 4.0: a revolução industrial do setorDrones, satélites, 5G, gestão de dados e veículos autônomos já estão na operação da Vale, Rio Tinto e BHP; para especialistas é a revolução industrial do setor. Crédito: EstadãoGerando resumoBRASÍLIA — A Viridis, empresa australiana com autorização para explorar terras raras no Brasil, anunciou a captação de US$ 120 milhões para financiar o projeto Colossus no Brasil, incluindo a venda de uma participação para uma companhia estrangeira que atua nos Estados Unidos e nos Emirados Árabes. PUBLICIDADECom a negociação, a companhia se antecipa à votação do marco regulatório das terras raras no Brasil, projeto prioritário do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que exige aprovação estatal brasileira para operações como essas. A companhia é responsável por desenvolver a exploração de terras raras em reservas minerais situadas em Poços de Caldas (MG). Como o Estadão mostrou, a intenção é vender os minerais para refinarias na Europa e nos Estados Unidos. O custo total de desenvolvimento do projeto Colossus é estimado em US$ 449 milhões.PublicidadeA Viridis, empresa australiana que vai explorar terras raras no Brasil, anunciou a captação de US$ 120 milhões para financiar o projeto Colossus no Brasil, incluindo a venda de uma participação para americanos. Foto: Viridis/DivulgaçãoO negócio foi comunicado pela empresa, nesta quinta-feira, 20, na Austrália. A gestora global de investimentos One Investment Management (OneIM), que possui sede em Nova York, Abu Dhabi, Londres e Tóquio, assinou um acordo vinculante para aportar até US$ 75 milhões divididos em duas tranches na australiana. Outros US$ 40 milhões virão de outros investidores, sendo a maior parte um “seleto grupo de investidores brasileiros”, segundo a empresa. Somado a isso, as gestoras ORE e Régia Capital concordaram em antecipar o aporte de uma parcela de US$ 5 milhões originalmente agendada para novembro de 2026.O projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) foi aprovado na Câmara e está no Senado. Na semana passada, Lula pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pautar a proposta, ao lado de outras medidas prioritárias do governo, como o fim da escala 6X1. PublicidadeA proposta cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), a ser escolhido pelo governo, que terá o poder de aprovar ou vetar mudança de controle societário de empresas com direito para explorar terras raras no Brasil, participação de estrangeiros nos negócios e parcerias internacionais que envolvam o fornecimento de minerais críticos. O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras, ficando atrás apenas da China. Segundo o texto, o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) será um órgão instituído e regulamentado pelo Poder Executivo Federal. A negociação de terras raras com empresas estrangeiras é um ponto polêmico para o governo Lula, que vem reforçado o discurso de soberania nacional em meio à campanha eleitoral. O presidente Lula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já criticaram a venda da mineradora Serra Verde, em Goiás, para a empresa americana USA Rare Earth e defenderam o poder do governo para arbitrar mudanças de controle acionário em empresas do setor.Vale ler tambémBrasil é uma potência agroambiental à espera de uma visão de paísO que o poder de escolha do consumidor revela sobre a crise da Casas BahiaVenda da Rumo entra na fase final com Grupo México, Cofco e Bunge no páreoPublicidade