Edvaldo Pereira Brito foi escolhido como primeiro suplente na chapa do petista, que tenta a reeleição ao Senado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jaques Wagner, candidato à reeleição no Senado, recebeu meio milhão de doação de suplente — Foto: Reprodução/Instagram O professor e jurista Edvaldo Pereira Brito (PSD) repassou R$ 533 mil à campanha de Jaques Wagner (PT) à reeleição ao Senado na Bahia. O montante configura a maior autodoação da corrida eleitoral até o momento, já que o doador foi escolhido como primeiro suplente na chapa do candidato petista. Caberá a ele assumir a cadeira de Wagner na Casa legislativa em eventuais períodos de ausência prolongada ou quaisquer afastamentos por saúde ou decisão judicial. Brito é pai do deputado federal Antonio Brito, líder do PSD na Câmara, e contou com o apoio de correligionários, como o senador Otto Alencar, na corrida. Para assumir a primeira suplência de Wagner, ele superou outros nomes cotados — como a colega de Câmara Lídice da Mata (PSB-BA), que tenta a reeleição, e a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), nomeada segunda suplente. Prevaleceu o arranjo do PT com o PSD no estado, que apoia a chapa majoritária dos petistas Jerônimo Rodrigues ao governo e Rui Costa à outra vaga do Senado. Aos 88 anos, Brito é conhecido pela trajetória jurídica, como advogado particular e professor de Direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mas também se engaja há décadas na seara política: foi vereador, vice-prefeito de Salvador (BA) e secretário estadual de diferentes áreas da Bahia. Primeiro suplente fez autodoação para chapa de Jaques Wagner — Foto: Reprodução/Divulgacand Entre 1978 e 1979, foi prefeito da capital baiana em um cargo biônico, sistema vigente durante parte do regime militar. Brito foi nomeado para a cadeira pelo então governador Roberto Santos após eleição indireta na Assembleia Legislativa estadual. Depois de ficar na suplência durante a Constituinte, ao fim da ditadura, já nos anos 1990, Brito foi nomeado secretário municipal de Negócios Jurídicos em São Paulo na gestão de Celso Pitta. A revista Veja reportou que o advogado chegou a defender o chefe do Executivo municipal no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em meio ao "Pittagate", um escândalo de corrupção e compra de votos. À Justiça Eleitoral, Brito declarou este ano ter mais de R$ 12,5 milhões em bens, incluindo uma casa em Salvador (BA) de R$ 2,8 milhões e um apartamento em São Paulo (SP) de R$ 560 mil. Além do aporte do primeiro suplente, a campanha de Jaques Wagner já declarou ter recebido outros R$ 50 mil da Direção Estadual do PT.
Ex-prefeito biônico de 88 anos faz autodoação de R$ 533 mil a Jaques Wagner na Bahia; entenda
Edvaldo Pereira Brito foi escolhido como primeiro suplente na chapa do petista, que tenta a reeleição ao Senado
450 words~2 min read






