Massoumeh Zakeri revive sem cessar sua última noite com a filha de nove anos, morta há seis meses em uma escola no sul do Irã durante as primeiras horas dos bombardeios israelenses e americanos que desencadearam a guerra no Oriente Médio.
Naquela noite, sua filha, Motahareh, falava com entusiasmo sobre as próximas férias, os casamentos que estavam por vir e suas roupas. Pouco antes do amanhecer, durante o jejum muçulmano do Ramadã, ela comeu e depois Zakeri a colocou na cama.
"Nunca mais a vi", conta à AFP a mãe, de 44 anos.
Naquela manhã, Motahareh acordou antes dos pais e pegou o ônibus para a escola Shajareh Tayebeh, na cidade de Minab.
Algumas horas depois, começaram os ataques contra o Irã, e Zakeri recebeu uma ligação pedindo que fosse buscar a filha.









