Candidato do Avante afirma estranhar o que vê na campanha: 'Nunca encontrei ambiente tão tóxico' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O candidato Augusto Cury, do Avante, no debate da Band — Foto: Maria Isabel Oliveira Acostumado a atender pacientes psiquiátricos, o presidenciável Augusto Cury se diz impressionado com o que já viu em sua primeira campanha. — A política virou um manicômio. Nunca encontrei um ambiente tão tóxico — diz o candidato do Avante ao Planalto. No domingo, Cury estreou nos debates de TV. Apesar da experiência como palestrante, ele admite que não teve o desempenho esperado diante das câmeras. — Não conhecia as regras direito. E o clima estava tenso — justifica-se. Antes de entrar no estúdio, o psiquiatra surpreendeu ao ameaçar ir embora em protesto contra as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro. Após desistir da desistência, ele afirma que o rebuliço não foi um truque para chamar a atenção. — Não foi nada programado. Fiquei indignado de verdade — assegura. O psiquiatra afirma que seu principal obstáculo é o desconhecimento do eleitor. Embora diga ter vendido mais de 42 milhões de livros, ele aparece com apenas 2% das intenções de voto no Datafolha. — Existe uma ditadura do algoritmo. Mais de 80% das pessoas ainda não sabem que eu sou candidato — desabafa. No primeiro debate, Cury recitou frases típicas de seus best-sellers de autoajuda, como "a vida é breve e bela como uma gota de orvalho". Em conversa com a coluna nesta segunda-feira, ele filosofou sobre a corrida eleitoral ("a beleza da democracia está na divergência") e garantiu ser o único capaz de vencer a polarização. — Sou respeitado pelo Lula e pela direita. Por isso, posso liderar um pacto nacional para recuperar o país — disse o autor de "Nunca desista de seus sonhos".
'A política virou um manicômio', diz Augusto Cury após estreia em debates
Candidato do Avante afirma estranhar o que vê na campanha: 'Nunca encontrei ambiente tão tóxico'













