Claudia Sheinbaum afirmou, nesta segunda-feira, que 'é melhor' Rubén Rocha Moya 'se afastar do cargo' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Claudia Sheinbaum, presidente do México — Foto: CARL DE SOUZA / AFP A presidente do México, Claudia Sheinbaum, descartou nesta segunda-feira (24) a possibilidade de o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, retornar ao cargo, após o político, acusado de narcotráfico pelos Estados Unidos, ter se afastado duas vezes da função. Moya licenciou-se do cargo em abril, quando a justiça americana pediu sua detenção e extradição por supostos vínculos com o cartel fundado por Joaquín "Chapo" Guzmán, conhecido como Los Chapitos. Ele retomou suas funções na sexta-feira, mas governou por apenas 32 horas devido ao repúdio em bloco da presidente e do partido. Desta vez, trata-se de uma "licença definitiva", assegurou Sheinbaum nesta segunda-feira, durante sua coletiva de imprensa diária, sobre se Rocha Moya poderia voltar novamente ao governo de Sinaloa, um mandato que se encerra em 31 de outubro de 2027. A presidente de esquerda considerou "imprudente" a atuação de Rocha Moya nos últimos dias. — Se você está sob investigação, eu acho que o melhor é se afastar do cargo. Não sei o que levou o governador licenciado a retornar. Não tenho falado com ele, tampouco penso em falar com ele — afirmou. Ela descartou, ainda, que o político veterano de 77 anos tenha sido incentivado pelo ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, padrinho político da presidente e fundador do partido governista Morena. Sheinbaum assegurou que não teve a oportunidade de conversar com seu antecessor e, portanto, não abordaram o tema de Sinaloa. Ela pediu ao Legislativo estadual — encarregado de eleger o governador interino — que escolha uma pessoa com "a capacidade, a honestidade, o profissionalismo" que o cargo exige. — Tem que garantir a governabilidade de Sinaloa, que as eleições sejam realizadas de maneira adequada — destacou. Eleições em 2027 O México terá eleições em junho de 2027 para renovar metade dos governos estaduais do país, toda a Câmara dos Deputados e diversos cargos locais. Rocha Moya e outros nove políticos governistas são acusados de terem vínculos com o cartel de Sinaloa pelos Estados Unidos, que pela primeira vez perseguem políticos mexicanos no exercício de suas funções. Donald Trump reclama com frequência que o México é governado por políticos ligados ao tráfico de drogas e tem insistido em oferecer apoio militar, mas Sheinbaum rejeita qualquer intervenção.