Ruben Rocha, que integra o partido do governo, havia sido acusado pelos EUA de associação com o tráfico de drogas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A presidente do México, Claudia Sheinbaum, discursa durante um evento na Praça do Zócalo — Foto: REUTERS/Raquel Cunha A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta segunda-feira que “não foi apropriado” o retorno de Ruben Rocha ao governo de Sinaloa, após o politico ter sido acusado pelos EUA de associação com o tráfico de drogas. Rocha, de 77 anos, integra o partido do governo, o Morena. Após ter se licenciado em maio, ele retornou ao cargo de governador na sexta-feira, mas recuou no dia seguinte, sábado, após críticas de Sheinbaum e de outros membros do partido. “Eu não tinha conhecimento de que ele desejava retornar”, disse hoje Sheinbaum em coletiva diária para a imprensa, acrescentando que a assembleia legislativa do estado de Sinaloa deve designar um governador interino. Em abril, promotores americanos haviam acusado Rocha de conspirar com o cartel de Sinaloa para traficar drogas para os EUA, mediante o intercâmbio de influência política por propinas. Rocha nega as acusações que teriam, segundo ele, motivação política. Anteriormente, Sheinbaum questionava as evidências apresentadas pelos EUA contra Rocha, mas o breve retorno do governador de Sinaloa ao cargo expôs tensões internas no partido do governo quanto às acusações.