Ruben Rocha, de Sinaloa, havia se licenciado no início de maio enquanto autoridades mexicanas examinavam o caso 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bandeira México — Foto: Reprodução O governador do estado mexicano de Sinaloa, Ruben Rocha, retornou ao cargo nesta sexta-feira após uma licença de mais de três meses, que sucedeu acusações dos EUA de que estaria envolvido com o cartel local. A volta dele ao cargo tende a aprofundar as tensões políticas entre os dois países. Rocha, de 77 anos, integra o partido Morena, no poder no México. Ele disse que investigações das autoridades mexicanas não encontraram evidências que o incriminassem, de forma que pôde retomar o cargo. Em comunicado no X, o governador disse também que a motivação dos EUA é política, e constitui um ataque à soberania do México e ao movimento de esquerda liderado pela presidente Claudia Sheinbaum no país. O Departamento de Estado americano não comentou a questão. O México até o momento tem se recusado a atender as iniciativas dos EUA no sentido de prender Rocha, com a alegação de que Washington não apresentou evidência suficiente para justificar a detenção ou a extradição do governador de Sinaloa. Para autoridades americanas, o indiciamento dele, em abril, foi uma rara expansão de iniciativas contra a atuação de cartéis de drogas para além dos chefes dos grupos criminosos, de forma a alcançar um político mexicano no exercício de mandato público. Os promotores americanos alegam que Rocha e outras nove autoridades ou ex-autoridades mexicanas conspiraram com uma facção do cartel de Sinaloa conhecida como Los Chapitos, contribuindo para o tráfico de drogas em direção aos EUA mediante a troca de apoio político por propinas. Rocha nega as alegações e havia deixado temporariamente o cargo no início de maio enquanto as autoridades mexicanas examinavam o caso.