A maioria dos credores da recuperação extrajudicial da Braskem, envolvendo um passivo de R$ 56,5 bilhões, são bancos estrangeiros. A dívida também está concentrada no exterior. Apenas 7,6% do devido são papéis emitidos no Brasil.

No pedido protocolado pela petroquímica nesta segunda-feira (24), o maior credor é o BNY (The Bank of New York Mellon), com R$ 19 bilhões, seguido de um grupo de detentores de títulos de dívida da empresa emitidos no exterior, com R$ 13,4 bilhões. Juntos, os dois correspondem a 66% do montante renegociado.

O terceiro maior credor da Braskem é o banco francês Crédit Agricole, com R$ 4,5 bilhões a receber.

Em seguida, está a Pentágono, agente fiduciário das debêntures da empresa (representante dos debenturistas), com R$ 2,298 bilhões em aberto. Ela concentra a maior dívida local da Braskem.

Em quinto, o Santander, cuja holding é espanhola, tem valor semelhante a receber (R$ 2,270 bilhões). Em seguida, estão o britânico Barclays (R$ 1,1 bilhão) e o americano Citi (R$ 1 bilhão).