A taxa do DI com vencimento para janeiro de 2027 oscilou de 13,705%, do ajuste anterior, para 13,70% e a do DI para janeiro de 2031 anotou alta marginal de 14,40% a 14,41% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Juros futuros têm leve alta de olho em sanções dos EUA ao Irã — Foto: Gerd Altmann/Pixabay Os juros futuros encerraram o pregão desta segunda-feira (24) em leve alta, seguindo o reduzido apetite global por risco em meio ao anúncio de novas sanções econômicas dos Estados Unidos contra o Irã, o que pode afastar ainda mais os países de uma saída diplomática para a guerra no Oriente Médio. Sem fatores locais relevantes para direcionar as taxas, a renda fixa doméstica teve um dia de pouca liquidez e movimentos discretos durante todo o pregão. Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 oscilou de 13,705%, do ajuste anterior, para 13,70%; a do DI de janeiro de 2028 subiu de 13,855% a 13,875%; a do DI de janeiro de 2029 avançou de 14,145% para 14,165% e a do DI de janeiro de 2031 anotou alta marginal de 14,40% a 14,41%. Nos Estados Unidos, os títulos do Tesouro americano (Treasuries) devolveram parte do estresse acumulado na semana passada, sob apoio de um ambiente avesso à tomada de risco em Nova York. Na reta final do pregão em Wall Street, a taxa da T-note de 10 anos caía de 4,736% a 4,709%, e a da T-bond de 30 anos baixava de 5,275% para 5,237%. Em pronunciamento durante a tarde, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou uma nova “ofensiva econômica” a fim de ampliar o isolamento do Irã e forçar o país persa a ceder às exigências de Washington para encerrar a guerra entre os países. As sanções focam instituições privadas que têm ligações comerciais e financeiras com Teerã. Para David Oxley, economista-chefe para commodities da Capital Economics, as novas sanções intensificam a pressão sobre o regime iraniano, mas com o bloqueio naval dos EUA já “estrangulando” cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã, o impacto direto das novas sanções deve ser bastante limitado. “Se isso levará o regime a fazer concessões dependerá de quais grupos estiverem em ascensão [no Irã]”, diz Oxley, que ainda lembra que a história tem diversos exemplos de regimes autocráticos que se mantiveram no poder mesmo diante do colapso econômico. De qualquer forma, o anúncio das sanções americanas tirou as taxas dos Treasuries das mínimas intradiárias, o que contribuiu com algum pressão na renda fixa doméstica, cujas taxas momentaneamente deixaram de oscilar perto da estabilidade e firmaram-se em leve alta, o que se manteve até o fim do pregão. Sem fatores locais relevantes para guiar os negócios, o pregão de hoje foi de liquidez bastante reduzida e, mesmo com um volume de negócios inferior ao usual, a própria volatilidade dos juros futuros foi contida hoje - as taxas dos contratos de DIs mais negociados oscilaram menos de 10 pontos-base (0,1 ponto percentual) entre as mínimas e máximas intradiárias. Nem mesmo a queda do petróleo, de 2,35%, e o resultado da pesquisa BTG/Nexus, que indicou empate técnico entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno das eleições presidenciais, foram suficientes para que os juros futuros firmassem queda. Vale lembrar, porém, que as taxas vieram de uma sexta-feira de forte queima de prêmios, o que pode ter limitado qualquer movimento positivo adicional hoje. Os próximos dias, por outro lado, tendem a ser de um mercado mais movimentado em meio aos leilões do Tesouro Nacional - que tem aumentado seus lotes nas últimas semanas - e a dados econômicos, com destaque para a leitura de agosto do IPCA-15, a prévia da inflação brasileira, que sairá na manhã de quinta-feira.